Quarta-feira, 25 de Janeiro de 2006

Quem sou eu?

Quem sou eu? Eu sou um homem quase 30 anos que acredita no amor.
Esta é a maior de todas as respostas. A que conta mais. A que será sempre verdade, mudando apenas os anos que eu tiver.
O Amor será sempre profundo, imenso, Todo.

Mas existem mais respostas, e há já uns meses, foi a conversar contigo (conversar aqui) que aclarei muitas coisas na minha vida. Faz-me bem falar Contigo. Não há no mundo ninguém que me compreenda da forma como tu compreendes. É claro que não és adulto e, portanto, as minhas complicações de adulto, ainda que não te passem ao lado, não são por ti completamente compreendidas. Mas, repito, não há ninguém no mundo que me compreenda como tu.

Eu sou um homem de quase 30 anos que tem uma forma peculiar de ver as coisas, de ver a vida. Boa ou má, madura ou imatura, estável ou instável, a realidade é que eu não sou uma pessoa comum, eu sou uma pessoa que vê as coisas de uma forma diferente, que as interpreta de uma forma diferente, e que num certo sentido se sente perdido no mundo que o rodeia, precisamente porque aquilo que o mundo tem para lhe oferecer eu não quero, e aquilo que eu quero, o mundo não tem para me oferecer.

Não é fácil ser concreto em relação a isto, mas o que te posso dizer, é que existe entre mim e o mundo um desfasamento que, com a idade, se vai tornando mais e mais acentuado. É claro que, da mesma forma que as focas aprendem a segurar bolas na ponta do nariz, o eu também devo ser capaz de cumprir os mínimos para poder ser visto como um membro válido desta imensa sociedade em que vivemos. Trabalho, essas coisas. Mas isso, é a foca a segurar a bola. Porque se a foca não segurar a bola, não tem utilidade no grande circo do mundo. Eu sou, a mesma coisa. Por isso, seguro a bola, como uma foca, como um macaco amestrado. E faço-o enquanto sei que a vida é muito mais, infinitamente mais, e tudo o que fazemos de uma forma amestrada, apenas nos leva a perder tempo em relação ao que é verdadeiramente essencial.

Na vida, para mim, só existe uma coisa verdadeiramente essencial: viver.
Viver implica amar, estar apaixonado por mulheres e pela vida, implica ser ousado, corajoso, criativo, não acreditar nas fronteiras que toda a vida nos põem à frente, viver implica, como dizia hoje a uma amiga, fazer o que não se está preparado para fazer, errar, aprender, incorporar tudo no teu ser, porque o teu ser é IMENSO, e toda a tua vida tentam reduzir o teu ser a biologia e a uma alma, e reduzem essa alma a uma religião. O teu ser é total. A luz não vem de uma religião. Vem do Sol e da Lua e das Estrelas, e do Amor, e da Paixão, e dos Sorrisos, e dos Afectos. Esse é o campo do Ser. O campo por explorar é o do ser. Não é o que nos mostram. Não é que nos dizem “é assim”, e depois colocam pipocas e tv’s enormes à frente para que acredites que realmente deve ser, porque já é bom não se sentir mal.
Erro. Não é bom sentir-se mal. Mas o objectivo é sentir-se vivo.
Infinitamente vivo. E isso implica milagres, momentos inesquecíveis,
Amanheceres mágicos, e implica momentos muito difíceis, de uma grande solidão.

Eu sou um homem de 30 anos que acredita nisto. E no meio de tudo, de todas as coisas, aquilo que te vou ensinar sempre, é a seres tu própria.
Seja qual for o preço. É a única forma de viver. É a única forma de compreender a morte. É a única forma de ser digno do milagre de existir. Não existe outra…

publicado por fartodotrabalho às 12:18
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3 comentários:
De oteudoceolhar a 26 de Janeiro de 2006 às 00:08
Bruno meu amigo Bruno...como fico contente de ver que tens a casa cheia;)...Vês como resulta a imagem...Bom ver que muitos daqueles por quem tenho admiração (tal como a minha querida Kaldinhas e até o ff ;, até a maluca responsável...essa nina por acaso até lhe conheço o olhar e o som da vós na verdade vejo-a quase todos os dias), passam pelo teu cantinho...Sei o que é ter vontade e gosto em escrever e não ter comentarios...por isso tentei sempre desde a primeira vez que me visitas-te vir até aqui...Sei como achas importante o lerem-te o gostarem da tua escrita. Amigo Bruno que nunca vi nem ouvi :) e assim estamos bem na nossa amizade...PARABENS...(desculpa a ausência as coisas n tem estado de feição...mas não esqueço os amigos. Vai lá espreitar o meu cantinho vá:)


De kaldinhas a 25 de Janeiro de 2006 às 20:55
Se tu és isso tudo e sabes isso tudo,então és um grande Homem.
A vida é essa mistura,"milagres,momentos inesqueciveis ee momentos dificeis."
Beijocas


De destino a 25 de Janeiro de 2006 às 12:26
Como uma criança

Me conduzes

Sinto-te no ombro,

Mas não te vejo

Saio do cemitério

Libertando-me das algemas

Conjugo novo pretérito, pois...

Esqueço tudo antes disso

Tornei-me apenas

Sorriso divino

Toquei a alma

De outro menino

Que leva o semblante do mestre

E liberta-me de toda peste

Abraça-me...

Como antes, hoje e sempre,

Deixa eterno rastro

Para futuro sólido

Almas abençoadas.



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