Domingo, 20 de Novembro de 2005

Escolhas e escolhos da vida

Ai esta sensação fria de ser sempre diferente. Esta vontade de ser e de não ser, de estar e de não estar. E os outros que não percebem. A sensação de ser uma perda de tempo... De falar para as paredes, de discursar em vão. A minha linguagem não encontra eco neste mundo. Nasci antes do tempo e fora do espaço... E se o espaço é mutável (aliás, e se eu sou mutável no espaço), o mesmo não posso dizer quanto ao tempo.
Funciono a mil à hora. E poucos, muito poucos, são aqueles que podem acompanhar-me. Daí esta sensação fria de seguir só, um caminho, sem destino certo, feito de opções a cada cruzamento da vida...
Sou assim. Já me habituei. Mas dói sempre. Em cada encontro e em cada desencontro dói mais. A ponto de já ter medo dos encontros por pânico dos desencontros.
Sou pedra preciosa a quem chamam calhau - porque os olhos do corpo não chegam para ver o essencial.
Sou eu. És tu. E tu. E tu. Uma multiplicidade de gentes e eu perdido e só.
Sonhos sempre desfeitos em pedaços - por culpa minha. Ou por escolha minha. Mas por mim - isso é certo. Nada a ver com os outro
Interrogo-me ainda e sempre se teria podido ser diferente. Se eu não tivesse vindo ou se tu tivesses vindo. Se eu tivesse voltado. Se tivéssemos casado. Se tivéssemos tido filhos... Uma miríade de "ses" para os quais não há certezas.
Preciso de ti. Mas preciso de mais. No entanto, sei que nunca ninguém me amou tanto como tu me amaste e nunca ninguém irá amar-me assim. E serei eu capaz de voltar a amar da mesma forma? Não sei. Mas tenho dúvidas.
Com o passar do tempo, vem-me esta sensação biológica de urgência e a noção de que me arrisco a convencer-me de que amo sem contudo amar.
A vida começa a parecer-me um jogo de faz-de-conta - e eu não gosto de jogar!
Restam-me as minhas neuroses, as minhas angústias, a minha criatividade - e pouco mais.
Faltas-me tu e falta-me também aquilo que não soubeste dar-me.
Acima de tudo, creio que me falta a coragem de assumir que me faltará sempre algo e que tenho de optar entre uma falta e outra!

publicado por fartodotrabalho às 17:07
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3 comentários:
De Marly a 2 de Dezembro de 2005 às 15:43
Concordo consigo, o amor é muito doloroso, tudo está bem quando nos apaixonamos, mas quando perdemos aquele de quem mais gostamos... a vida é complicada, é como eu digo: -quando pensamos que temos todas as respostas a todas as perguntas, vem alguém que muda todas as perguntas!E continuo a dizer: Amo-te Paulo Jardim!!!!!!!!!


De bruno a 20 de Novembro de 2005 às 21:17
Olá Margarida....

Obrigada pela Visita, acho que a idade já nos está a começar a pesar. Acho que há certas necessidades que se começam a fazer sentir, será que me entende? Eu não peço muito, apenas peço estabilidade Beijinhus


De Margarida a 20 de Novembro de 2005 às 21:06
Vim aqui parar por curiosidade, e olha só o que encontro!... um clone da RAKEL?. Esta gente de 30 anda toda remoída de uma paixão insane.Sem mais comentários, fica muito bem


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